- Preço eficiente desce para 2,120 euros na gasolina e 2,210 no gasóleoon 6 Outubro, 2026 at 7:25 pm
Este indicador é um valor médio semanal calculado ERSE tendo em conta as cotações internacionais dos combustíveis refinados e os fretes, a logística, as reservas, os biocombustíveis, o retalho e os impostos. Assim, referiu que, face à semana anterior, o preço eficiente diminuiu 1% na gasolina e 1,5% no gasóleo. "Esta evolução resulta, sobretudo, da variação das cotações internacionais da gasolina e do gasóleo, que constituem as referências mais diretamente relacionadas com o custo dos combustíveis vendidos nos postos de abastecimento. Neste período, as cotações internacionais da gasolina 95 simples diminuíram 2,3%, e as do gasóleo simples diminuíram 2,6%", destacou a entidade, no mesmo documento. Na semana anterior, a mais recente para a qual estão disponíveis dados sobre os descontos aplicados, estes estiveram abaixo do preço eficiente em 4,5 cêntimos por litro na gasolina 95 simples e em 6,2 cêntimos por litro no gasóleo simples, "correspondendo a desvios de -2,1% e-2,8%, respetivamente". O preço com descontos constitui "uma aproximação mais fiel ao preço médio efetivamente pago pelos consumidores", salientou a ERSE. Em relação aos preços de pórtico, "a média dos preços de venda ao público anunciados nos postos de abastecimento, conforme reportado no Balcão Único da Energia, situou-se 0,2 cêntimos por litro acima do preço eficiente na gasolina 95 simples e 0,2 cêntimos por litro abaixo no gasóleo simples", sendo que, em termos relativos, "estas diferenças corresponderam a desvios de +0,1% e -0,1%, respetivamente", destacou. A ministra do Ambiente e Energia solicitou à ERSE que torne mais acessível a informação sobre os preços dos combustíveis e que proponha eventuais alterações legislativas nesta área, defendendo um alargamento das competências sancionatórias do regulador ao sistema petrolífero. Numa carta enviada em 28 de agosto ao presidente do Conselho de Administração da ERSE, a que a Lusa teve acesso, Maria da Graça Carvalho começa por dizer que está "de acordo com as recomendações" que o supervisor lhe apresentou num estudo divulgado em 14 de agosto sobre a formação e evolução dos preços dos combustíveis rodoviários em Portugal. Na sequência dessa primeira análise, a ministra pede ao regulador que reforce "os instrumentos de transparência, supervisão económica e informação aos consumidores", aprofundando duas matérias de forma articuladas com as "entidades competentes". No estudo pedido em julho pela ministra e divulgado em 14 de agosto, a ERSE recomenda ao Governo um reforço da transparência e da supervisão no setor, mas rejeita haver motivos para intervir administrativamente nos preços. Entre as medidas identificadas estão a necessidade de "harmonizar os referenciais públicos sobre preços e reduzir o risco de interpretações incorretas entre o preço eficiente da ERSE e o preço de referência divulgado pela ENSE [Entidade Nacional para o Setor Energético]". Leia Também: Energia? Crise pode agravar-se "à medida que nos aproximamos do inverno"
- Cristiano Ronaldo volta a falar sobre a polémica e pede desculpaon 6 Outubro, 2026 at 7:22 pm
"Se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção. Esta é, acreditem, a mais pura das verdades", escreveu Ronaldo. No passado dia 30 de setembro, Ronaldo abandonou o estágio da seleção portuguesa, que preparava os jogos do Grupo A4 da Liga das Nações frente a Dinamarca e Noruega, tendo hoje acusado o selecionador Jorge Jesus de quebra de confiança na carta a que a Lusa teve acesso. "Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do selecionador, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha", escreveu, mostrando-se preparado para as consequências disciplinares da sua atitude. O capitão nacional pede ainda desculpa aos portugueses, mas justifica que a quebra da palavra tem, para si, "um impacto definidor". Antigo presidente da FPF acusa Cristiano Ronaldo de falta de "humildade" Em declarações prestadas à Rádio Renascença, Gilberto Madaíl, que liderou a Federação Portuguesa de Futebol no início deste século, desfaz-se em elogios ao trabalho do atual líder federativo Pedro Proença. Rodrigo Querido | 18:56 - 06/10/2026
- Responsável de campanha de Flávio diz que não haverá "vingança" ao STFon 6 Outubro, 2026 at 7:20 pm
Rogério Marinho fez esta declaração após um encontro com o presidente do STF brasileiro, Edson Fachin, ocasião em que, segundo disse, tratou sobre "os excessos" de alguns juízes com "decisões monocráticas". O Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, candidato presidencial, e Marinho, senador, conquistou nas eleições gerais a maioria das 81 cadeiras do Senado, e a partir de fevereiro de 2027 ocupará 28 assentos. Tanto Flávio como os seus aliados fizeram campanha a defender 'impeachment' (destituição) de juízes do SFT brasileiro no meio de uma crise institucional sem precedentes do tribunal. Questionado pela Lusa durante a conferência de imprensa sobre como foi a conversa com Fachin e o que adiantou ao juiz sobre uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, que teve mais votos na primeira volta do que Lula da Silva, que se recandidata, Marinho declarou que a campanha não tem espírito de retaliação. "Nós viemos dizer também ao juiz, que nós vamos cumprir a Constituição e a lei. Que nós não temos espírito de vendeta [vingança]. Pelo contrário. Que nós queremos reconstruir o país, queremos normalizar a relação entre os poderes", realçou. "Queremos que a separação seja de fato. Não é possível que a sociedade tenha a perceção de que o [sistema] judiciário é uma extensão do governo. Isso faz mal à democracia brasileira (…) Nós queremos a imparcialidade, o respeito às instituições, às regras que são estabelecidas", destacou. Ao mesmo tempo, Rogério Marinho, apontado pelo Partido Liberal (PL) para ser candidato a presidente do Senado, nas eleições internas de fevereiro, sinalizou que este órgão, contido, não irá omitir-se sobre os excessos do STF e dos seus juízes. "Mas, ao mesmo tempo deixamos claro que, na hora em que houver algum crime de responsabilidade por um juiz do Supremo Tribunal Federal, o Senado não vai se omitir — e hoje ele tem se omitido. O Senado da República hoje, infelizmente, é omisso", declarou. "Vingança não significa omissão. Nós não temos 'vendetta' nem vingança. Agora, não haverá omissão. A Constituição é clara", repetiu. "Temos três poderes harmónicos e independentes entre si, mas não existe poder absoluto. E o crime, ou a indício de crime, cometido por quem quer que seja não pode ser acobertado pelo corporativismo", concluiu. Leia Também: Páginas e aplicações de apostas indisponíveis a partir de hoje no Brasil
- Sub-21 encerram qualificação com vitória e sob o olhar de Jorge Jesuson 6 Outubro, 2026 at 7:18 pm
Foi com chave de ouro que a seleção nacional sub-21 fechou, ao final da tarde desta terça-feira, a fase de qualificação rumo ao Campeonato Europeu da categoria. Na última ronda da fase de apuramento para o Europeu 2027, a realizar-se no próximo mês de junho, na Sérvia e na Albânia, a equipa de esperanças venceu na receção à República Checa, por 2-0. Já com lugar na fase final garantido, tendo sido uma das primeiras seleções a consegui-lo, a equipa que é orientada por Luís Freire entrou em campo no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, para cumprir calendário, mas sabendo que estava a ser observada por um espectador especial: Jorge Jesus, o selecionador nacional, esteve na bancada para ver as jovens promessas portuguesas em ação. No que ao jogo jogado diz respeito, a seleção de Portugal entrou bem e a controlar as incidências do partida. As primeiras oportunidades de perigo em Leiria surgiram em cima do segundo quarto de hora da primeira parte, com Carlos Forbs, após uma bela assistência por parte de Rodrigo Mora, a obrigar o guardião adversário a boa intervenção. Na sequência do pontapé de canto, foi Afonso Moreira a tentar o golo através de um pontapé de bicicleta. O aviso estava dado, que antecipou o momento de magia que acabaria por acontecer em cima do minuto 29. O lateral do Benfica Daniel Banjaqui recebeu a bola à entrada do meio-campo ofensivo, tirou um adversário da frente com enorme classe, correu com a bola em direção à área checa e rematou para o fundo das redes. A bola ainda sofreu um desvio num adversário antes de se aninhar no fundo das redes da República Checa. Este primeiro tento da partida galvanizou a equipa de esperanças que voltou a criar perigo no minuto seguinte. Ainda assim, Rodrigo Rêgo viu a sua investida esbarrar no guardião dos visitantes. O primeiro lance de perigo da República Checa chegou ao minuto 38, mas Diogo Ferreira respondeu à altura, com uma boa intervenção a remate de Sloncik. Ainda antes do intervalo, Gustavo Varela dispôs de uma bela oportunidade para ampliar as contas dos lusos, mas o remate do ponta de lança português foi travado pelo guarda-redes adversário. Do outro lado, os checos quase marcaram no último lance do primeiro tempo. Num contra-ataque venenoso, Boledovic atirou por cima quando tinha a baliza à sua mercê. O segundo tempo começou praticamente com o segundo golo de Portugal. Afonso Moreira sofreu falta à entrada da área e o árbitro apontou para o pontapé livre. Rodrigo Mora bateu a bola parada para a zona do segundo poste onde surgiu Tiago Gabriel. O central ganhou nas alturas e serviu Afonso Moreira, que rematou para o 2-0 aos 55 minutos. Portugal fechou o grupo com 25 pontos, à frente de República Checa (18), que irá disputar o playoff, Escócia (17), Bulgária (14), Azerbaijão (10) e Gibraltar (zero). Luís Freire não deixa Portugal relaxar: "Temos de manter este caudal" O selecionador Luís Freire ambicionou hoje manter o "caudal ofensivo" e o "compromisso defensivo" para Portugal vencer a República Checa, na terça-feira, no encerramento da qualificação para o Europeu de futebol de sub-21, depois de assegurar o apuramento. Lusa | 12:54 - 05/10/2026
- Ex-ministro pede apoio precoce aos alunos e ação para além da escolaon 6 Outubro, 2026 at 7:10 pm
João Costa esteve hoje a ser ouvido de urgência no parlamento a pedido do Chega por causa dos maus resultados dos alunos portugueses de 15 anos nos testes internacionais realizados pela OCDE, o PISA (Programme for International Student Assessment). "Temos de olhar para estes dados de forma mais cautelosa para não partirmos para a gritaria de a culpa foi deste ou foi daquele", disse o ex-ministro João Costa, defendendo que se devem evitar duas tentações: relativizar os resultados ou usá-los para leituras partidárias e simplistas. Os alunos portugueses tiveram os piores resultados das duas últimas décadas a Matemática e Português nos testes PISA de 2025 e João Costa nunca negou uma quota-parte de responsabilidades, uma vez que foi secretário de Estado da Educação entre 2015 e março de 2022 e depois ministro até 2024. No entanto, sublinhou hoje que é importante haver "rigor analítico, responsabilidade política e capacidade coletiva para aprender com os dados". O agravamento dos resultados dos portugueses acompanha uma tendência internacional e João Costa apontou como possíveis explicações a pandemia, o aumento das desigualdades, os problemas de bem-estar e a crescente utilização do digital, que afeta a leitura, a concentração e a aprendizagem. "O declínio é comum a países muito diferentes, por isso, temos de olhar também para fatores sociais, tecnológicos e culturais comuns", disse, defendendo que é preciso saber interpretar os resultados e transformá-los em ações concretas. Para João Costa é preciso apoiar mais precocemente os alunos com dificuldades e tem de haver uma "colaboração intersetorial": Não basta olhar para dentro da sala de aula, é preciso ter em atenção os problemas de habitação das famílias dos alunos, olhar para quem passa fome ou para as "famílias que têm de ter dois ou três empregos porque não conseguem pagar as contas". Investir na formação de professores é outra das medidas essenciais para o ex-ministro, que acredita que não é preciso "uma chave mágica", mas sim "trabalho persistente, monitorização inteligente e apoio consistente às escolas". Para João Costa, "os sistemas educativos não melhoram por causa de uma medida isolada. Melhoram por acumulação coerente de políticas ao longo do tempo". Por isso, entende que se deve aprender com os países que resistem ao declínio, mas sem copiar modelos fora do seu contexto: "Comparar é necessário, copiar sem contexto é perigoso", alertou. Sobre as alterações aos currículos feitas no seu mandato, o ex-ministro reconheceu que o currículo é importante, mas não explica tudo, lembrando que existem países com bons resultados com modelos curriculares diferentes, alguns mais centrados em conhecimento, outros mais centrados em competências. Para João Costa, o ponto central é a qualidade do ensino, a profundidade da aprendizagem e a capacidade de trabalhar textos, problemas e conceitos complexos. "Precisamos de gelo nas veias: olhar para os resultados com seriedade, agir com responsabilidade e não esquecer que educar é muito mais do que subir num 'ranking'", defende. Durante a audição, os deputados do PSD, CDS e Chega foram os mais críticos de João Costa, acusando-o de ser o principal responsável pelos maus resultados dos alunos portugueses. "A pandemia e as novas tecnologias podem explicar uma parte, mas não explicam tudo", disse o deputado do Chega José Carvalho, falando em "examicídio", numa referência à decisão de substituir os exames do 4.º e 6.º anos por provas de aferição. "Parabéns, passa à história como o pior ministro da Educação da democracia portuguesa", disse o deputado Paulo Núncio, do CDS, que acusou João Costa por "oito anos desastrosos de política". João Costa criticou a intervenção de Paulo Núncio, pedindo-lhe para "não repetir chavões que não ajudam em nada". Nas respostas aos deputados, João Costa prometeu ainda enviar um dossier com todas as medidas que tomou enquanto esteve no Ministério da Educação. Na audição desabafou que gostaria de ter feito como o Reino Unido, que se destaca "por ter gasto mais recursos no acompanhamento da recuperação das aprendizagens" perdidas durante a pandemia. Leia Também: Problemas nos exames "não resultaram da reforma orgânica", diz ministro
- Conservadores Europeus querem proibir Aliança de Esquerda Europeiaon 6 Outubro, 2026 at 7:07 pm
Em declarações à agência Lusa durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, a decorrer esta semana em Estrasburgo (França), o vice-presidente dos Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), Charlie Weimers, indicou que decidiu iniciar este processo depois de, na semana passada, o Governo francês ter indicado que recebeu informações dos serviços secretos de que o partido França Insubmissa, que pertence à Aliança de Esquerda Europeia, estaria por detrás do movimento de contestação estudantil. "Estas manifestações têm levado à violência urbana e, como as regras dos partidos políticos europeus indicam que esses partidos devem agir em consonância com os valores europeus, incluindo o Estado de direito, proponho que o Parlamento Europeu peça à Autoridade para os Partidos Políticos Europeus para avaliar se a Aliança de Esquerda Europeia respeita esses valores ou se os está a violar", afirmou o eurodeputado sueco. Questionado se o seu objetivo final é que a Aliança de Esquerda Europeia seja banida, Charlie Weimers respondeu que o seu principal objetivo é "acabar com o financiamento público de organizações que promovem a violência política". Sobre se este pedido não é desproporcional, uma vez que visa punir um partido europeu quando o alegado infrator poderá ser apenas um partido nacional, o eurodeputado contrapôs que, se a Aliança de Esquerda Europeia quer manter a França Insubmissa como membro, então deve ser escrutinada. Para que esta iniciativa seja votada em plenário, o ECR terá de reunir 180 assinaturas de três grupos políticos diferentes até 16 de outubro. Charlie Weimers manifestou-se convicto de que o irá conseguir fazer, salientando que, em apenas 24 horas, já conseguiu reunir cerca de 70 assinaturas de quatro grupos políticos, todos de direita, incluindo o Partido Popular Europeu (PPE). Caso consiga reunir as assinaturas, esta iniciativa será depois votada em sessão plenária no dia 19 de outubro, em Bruxelas. Em caso de aprovação, a Autoridade para os Partidos Políticos Europeus terá de avaliar se a Aliança de Esquerda Europeia cumpre os valores consagrados no artigo 2.º do Tratado da União Europeia (UE), designadamente o respeito pela dignidade humana, liberdade, democracia, igualdade e Estado de direito. Se essa autoridade verificar que houve uma "violação grave e manifesta" desses valores – o que nunca aconteceu –, pode decidir cancelar o registo da Aliança de Esquerda Europeia como partido político europeu, fazendo-a perder acesso ao financiamento comunitário. A Aliança de Esquerda Europeia foi fundada em 2024, por iniciativa de partidos como o Bloco de Esquerda (BE), depois de terem anunciado a sua desfiliação do Partido da Esquerda Europeia, que consideravam estar "enfraquecido por uma fragmentação interna, fruto de sectarismo". Atualmente, a Aliança de Esquerda Europeia é composta por nove partidos – entre os quais a França Insubmissa, mas também os espanhóis do Podemos ou a Esquerda Italiana – que têm 20 eurodeputados no Parlamento Europeu. A eurodeputada do BE Catarina Martins é uma das presidentes. Leia Também: Eurodeputados alertam para leis sobre mudança de sexo em Portugal
- Governo dos Açores abre concurso para 40 enfermeiroson 6 Outubro, 2026 at 6:57 pm
Citada em nota de imprensa, a secretária regional da Saúde e Segurança Social dos Açores especificou que 25 enfermeiros ficarão no HDES e os restantes na ilha Terceira. Mónica Seidi falava na cerimónia de vinculação à profissão, organizada pela Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, em Ponta Delgada. Na ocasião, a governante revelou ainda que, nos últimos seis anos, o número de enfermeiros no Serviço Regional de Saúde (SRS) cresceu 17%. "Eram 1.686, em 2019, com vínculo laboral, são agora perto de 2000", revelou, afirmando que o aumento é mais expressivo nas unidades de saúde de ilha. De acordo com Mónica Seidi, "o investimento na carreira de enfermagem no SRS é o que mais tem aumentado, o que seria expectável", uma vez que o atual Governo Regional tem andado "a corrigir injustiças com cerca de 20 anos de erros". "Desde 2023, e respeitando o acordo firmado com os sindicatos do setor, foram pagos aos enfermeiros, em retroativos, cerca de 17 milhões de euros. Estamos a investir nos nossos profissionais e na motivação, pois o que conta é sempre os cuidados prestados aos nossos utentes", afirmou a titular da pasta da Saúde. Mónica Seidi recordou que, entre 2024 e 2025, foram abertos concursos nos três hospitais da região, correspondendo a 85 vagas, mas reconhece que "há ainda situações pontuais a resolver". De acordo com a governante, a tutela, em conjunto com as instituições, "está atenta às necessidades apresentadas relativamente aos enfermeiros gestores e enfermeiros especialistas". Leia Também: Açores. "Resgate inédito" na Lagoa do Fogo termina com 2 francesas salvas
- Antigo presidente da FPF acusa Cristiano Ronaldo de falta de "humildade"on 6 Outubro, 2026 at 6:56 pm
Gilberto Madaíl, que foi presidente da Federação Portuguesa de Futebol entre 1996 e 2011, concedeu, no decorrer da tarde desta terça-feira, uma extensa entrevista à Rádio Renascença, através da qual quebrou o silêncio sobre o caso em torno da saída repentina de Cristiano Ronaldo da concentração da equipa da seleção de Portugal. Madaíl, que era o presidente do organismo federativo aquando do surgimento de Cristiano Ronaldo na equipa das quinas, referiu que "não entende" a situação que resultou na sua saída repentina do capitão do estágio de Portugal na Dinamarca, ainda antes do duelo com os nórdicos. "Deixou-me muito triste ver como o Cristiano Ronaldo foi apoiado na seleção, a maneira como o Luiz Filipe Scolari o acarinhou quando foi o infortúnio da morte do seu pai, a maneira como na Federação todas as pessoas o tratavam, e agora esta situação. Realmente, só dá para perceber por quem está obcecado com alguma coisa. Não sei o que é, mas nem me interessa", começou por dizer Gilberto Madaíl. Madaíl vai ainda mais longe e diz mesmo que o capitão da equipa das quinas tem falta de humildade e que deveria reconhecer que está onde está hoje no futebol também devido à FPF. "Cada um interpreta como quiser agora. Para mim, o Ronaldo deveria ter a humildade para reconhecer que foi também através da Federação - volto a repetir, também através da Federação - que teve aquilo que tem, todo o prestígio que tem hoje. Eu não sei para onde o Cristiano está virado, está virado para aquilo que ele quer. Não sei o que é, nem quero saber", sublinhou o ex-dirigente federativo, que confessou ainda que não teria uma resposta tão calma caso ainda liderasse a Federação: "Não teria tido uma atitude tão branda como, prudentemente, o presidente de Proença teve." O ex-presidente da FPF deixou elogios ao trabalho do atual líder federativo Pedro Proença. "O presidente Proença tem feito um trabalho espetacular, especialmente nesta crise. A maneira como ele tem sabido acudir a um lado, acudir ao outro, e situar-se numa posição de presidente da Federação, eu só tenho de o louvar e de o admirar. O Pedro Proença tem sido um grande presidente da FPF e nesta crise do Cristiano Ronaldo revelou-se o que ele é", ressalvou Madaíl. No entanto, Gilberto Madaíl considera que Jorge Jesus cometeu um erro ao prometer minutos a Cristiano Ronaldo: "O Jorge Jesus tem estado a fazer um muito bom lugar, mas fez mais do que aquilo que deveria ter feito. Combinar com um jogador antes dos jogos se joga o terceiro ou o quarto jogo já é uma deferência muito grande. E depois se não entrou no intervalo ou se esteve muito tempo a aquecer… estamos a falar de futebol", finalizou. "Todos os portugueses têm esperança de que a situação de CR7 se resolva" O presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, manifestou hoje esperança de que a situação envolvendo Cristiano Ronaldo e a seleção portuguesa de futebol seja resolvida "a bem e a contento de todos", escusando-se a comentar o caso. Lusa | 13:59 - 06/10/2026
- Quase 2.000 nigerianos repatriados em quatro meses da África do Sulon 6 Outubro, 2026 at 6:54 pm
Ao longo dos últimos meses, a África do Sul, nação vizinha de Moçambique, foi abalada por manifestações e violência, por vezes mortíferas, contra os estrangeiros, acusados de tirar o trabalho aos sul-africanos. Os governos da Nigéria e do Gana foram os mais veementes nas críticas à forma como o executivo sul-africano lidou com estas manifestações xenófobas. Organizaram, nomeadamente, o repatriamento dos seus cidadãos que desejavam abandonar a África do Sul. Entre 10 de junho e 02 de outubro, 14 voos foram fretados a partir da África do Sul para levar de volta ao seu país cidadãos nigerianos, ou seja, 1.926 pessoas, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros nigeriano num comunicado na noite de segunda-feira. "O Governo federal financiou integralmente a retirada de 1.388 deles (cidadãos)", precisou o comunicado, tendo os restantes sido apoiados por financiamentos privados. A Redeemed Christian Church of God (Igreja Cristã Redimida de Deus), uma das maiores igrejas evangélicas da Nigéria, na qual a mulher do Presidente, Bola Tinubu, é pastora, despendeu mais de 265.000 dólares (cerca de 235.340 euros ao câmbio atual) para repatriar 500 nigerianos. Em setembro, os senadores e deputados nigerianos tinham anunciado a suspensão das suas relações com Pretória. A África do Sul atrai há muito tempo imigrantes, mas confronta-se com uma taxa de desemprego superior a 30% e com profundas desigualdades, uma herança do período colonial. Leia Também: Pelo menos 43 mortos por alegadas motivações políticas na África do Sul
- "Para Passos Coelho hoje em dia é mais fácil falar do que fazer"on 6 Outubro, 2026 at 6:50 pm
Em entrevista à Antena 1, ao programa Política com Assinatura, Carlos Moedas foi questionado se o antigo primeiro-ministro do Governo no qual foi secretário de Estado adjunto está a ser injusto nas críticas que tem feito ao atual executivo PSD/CDS-PP. "Não estou de acordo com o que ele disse. Está a ser injusto no sentido em que aquilo que diz não tem razão de ser. As reformas que este Governo está a fazer são as possíveis dentro do quadro que existe, que é uma minoria muito difícil", afirmou, contrapondo que no tempo da 'troika' o executivo liderado por Pedro Passos Coelho dispunha de maioria absoluta. O autarca e antigo comissário europeu afirmou que "Passos foi o homem certo no momento certo daquele tempo" e Luís Montenegro "é o homem certo deste momento". "Para Passos Coelho hoje em dia é mais fácil falar do que fazer, Luís Montenegro é que sabe esta dificuldade de estar em minoria", disse, realçando que o atual primeiro-ministro é a pessoa no PSD com mais "experiência parlamentar". Questionado se acha que o antigo primeiro-ministro pretende regressar ao cargo que já ocupou entre 2011 e 2015, Moedas remeteu essa pergunta para o próprio Passos Coelho, mas defendeu que o ciclo de Montenegro vai ser mais longo do que muitos preveem. "Ele vai ter um ciclo mais longo do que as pessoas pensam (…) Em 2029, ainda vai haver seguramente mais Montenegro, ele está a fazer um bom trabalho, vai a eleições e vai ganhar", previu o atual vice-presidente do partido. Leia Também: Seguro discursa pela 1.ª vez na cerimónia do 5 de Outubro como Presidente











